Olá pessoal! Bom, o meu primeiro encantamento com a leitura ocorreu nas últimas séries do antigo grupo escolar. Lembro-me como se fosse hoje, a sala quieta e extremamente atenta às palavras da professora que, com um imenso livro de capa dura e marrom, nos presenteava com a leitura de Reinações de Narizinho. Inalávamos os aromas, sentíamos as mesmas emoções das personagens, seus medos, seus anseios, compartilhávamos o mesmos espaços, as mesmas aventuras, e, como disse Nilton Mesquita, realmente íamos a outros países, e nesse caso, a outros mundos – o da fantasia. Fiquei encantada com o poder da leitura e acredito que todos naquela sala também , afinal, era o nosso único contato com esse mundo. O tempo passou, e essa incrível experiência levei comigo, e, hoje, tento passar para meus alunos, do fundamental e do médio, quase que da mesma forma, esse contato com a leitura, através da boa leitura em voz alta, uma boa entonação e com qualquer texto. Percebo que, na maioria da vezes, isso realmente dá bons resultados. Só que, hoje, o contexto é bem diferente, há crianças que ainda na fase de alfabetização, com o dedinho, já consegue passear pelas páginas de um tablet, recebem estímulos muito antes da época em que nós estávamos ainda, ouvindo apenas histórias. É um desafio - realmente - despertar, nos nossos alunos, o prazer pela leitura, apesar de estar dando os meus primeiros passos, em relação aos recursos midiáticos, priorizo sim, a importância da boa e velha leitura em voz alta.
Também tive minhas primeiras experiências com as antigas composições - produções - as imagens eram coladas num quadro de feltro ou coisa semelhante, e, sem incentivo algum, apenas observávamos e escrevíamos. Ainda bem que os tempos mudaram, mas foi assim que comecei as minhas primeiras atividades com a escrita. Mais tarde, essas aulas já haviam se tornado mais interessantes, tive bons professores, e sempre tive uma certa facilidade com a escrita que veio realmente se efetivar com a leitura de um dos meus textos pela professora da 4ª série para a classe toda. Lembro-me até hoje daquela sensação maravilhosa que era ouvir meu texto através da voz da professora, aquele ato foi a alavanca que eu precisava para perceber que eu gostava mesmo era de ler e escrever. Depois, vieram outros desafios, mais complexos, outros não, mas sempre participava das propostas de produção a mim sugeridas. E no primeiro ano da faculdade, os meus textos também eram lidos pelos professores e eu realmente gostava de ouvi-los. Passo essa experiência para as minhas aulas, a de expor o texto do aluno - de qualquer forma - , lidos em voz alta, em murais, e agora utilizando os recursos midiáticos, dos quais ainda tenho que me interar mais para poder dominá-los melhor, esse, acredito seja um dos objetivos desse curso
Meu primeiro contato com os clássicos foi no ensino médio, mas foi na faculdade que pude conhecer a literatura estrangeira e me apaixonei. Lembro-me que logo nos primeiras aulas de literatura, o professor nos apresentou uma lista de livros que cheguei a pensar que não conseguiria ler. Mas, encarei o desafio e comecei logo com Dostoyevsky e não parei mais. Os livros eram caros e raros e disputados nas listas de espera da biblioteca da faculdade, porém para minha felicidade, tive apoio de parentes que, gentilmente, disponibilizavam esses clássicos - e o melhor de tudo - por quanto tempo eu precisasse. Me sentia como a garota de Felicidade Clandestina, cuidava dos livros como se eles tivessem vida.
Muito bom o vídeo.
ResponderExcluirOlá pessoal! Bom, o meu primeiro encantamento com a leitura ocorreu nas últimas séries do antigo grupo escolar. Lembro-me como se fosse hoje, a sala quieta e extremamente atenta às palavras da professora que, com um imenso livro de capa dura e marrom, nos presenteava com a leitura de Reinações de Narizinho. Inalávamos os aromas, sentíamos as mesmas emoções das personagens, seus medos, seus anseios, compartilhávamos o mesmos espaços, as mesmas aventuras, e, como disse Nilton Mesquita, realmente íamos a outros países, e nesse caso, a outros mundos – o da fantasia. Fiquei encantada com o poder da leitura e acredito que todos naquela sala também , afinal, era o nosso único contato com esse mundo. O tempo passou, e essa incrível experiência levei comigo, e, hoje, tento passar para meus alunos, do fundamental e do médio, quase que da mesma forma, esse contato com a leitura, através da boa leitura em voz alta, uma boa entonação e com qualquer texto. Percebo que, na maioria da vezes, isso realmente dá bons resultados. Só que, hoje, o contexto é bem diferente, há crianças que ainda na fase de alfabetização, com o dedinho, já consegue passear pelas páginas de um tablet, recebem estímulos muito antes da época em que nós estávamos ainda, ouvindo apenas histórias. É um desafio - realmente - despertar, nos nossos alunos, o prazer pela leitura, apesar de estar dando os meus primeiros passos, em relação aos recursos midiáticos, priorizo sim, a importância da boa e velha leitura em voz alta.
ResponderExcluirTambém tive minhas primeiras experiências com as antigas composições - produções - as imagens eram coladas num quadro de feltro ou coisa semelhante, e, sem incentivo algum, apenas observávamos e escrevíamos. Ainda bem que os tempos mudaram, mas foi assim que comecei as minhas primeiras atividades com a escrita. Mais tarde, essas aulas já haviam se tornado mais interessantes, tive bons professores, e sempre tive uma certa facilidade com a escrita que veio realmente se efetivar com a leitura de um dos meus textos pela professora da 4ª série para a classe toda. Lembro-me até hoje daquela sensação maravilhosa que era ouvir meu texto através da voz da professora, aquele ato foi a alavanca que eu precisava para perceber que eu gostava mesmo era de ler e escrever. Depois, vieram outros desafios, mais complexos, outros não, mas sempre participava das propostas de produção a mim sugeridas. E no primeiro ano da faculdade, os meus textos também eram lidos pelos professores e eu realmente gostava de ouvi-los. Passo essa experiência para as minhas aulas, a de expor o texto do aluno - de qualquer forma - , lidos em voz alta, em murais, e agora utilizando os recursos midiáticos, dos quais ainda tenho que me interar mais para poder dominá-los melhor, esse, acredito seja um dos objetivos desse curso
ResponderExcluirMeu primeiro contato com os clássicos foi no ensino médio, mas foi na faculdade que pude conhecer a literatura estrangeira e me apaixonei. Lembro-me que logo nos primeiras aulas de literatura, o professor nos apresentou uma lista de livros que cheguei a pensar que não conseguiria ler. Mas, encarei o desafio e comecei logo com Dostoyevsky e não parei mais. Os livros eram caros e raros e disputados nas listas de espera da biblioteca da faculdade, porém para minha felicidade, tive apoio de parentes que, gentilmente, disponibilizavam esses clássicos - e o melhor de tudo - por quanto tempo eu precisasse. Me sentia como a garota de Felicidade Clandestina, cuidava dos livros como se eles tivessem vida.
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